Bia
Mostrando postagens com marcador Bia. Mostrar todas as postagens

13 de jul. de 2016

os sofrimentos do ego

"Às vezes eu me perco de mim e já nem sei onde eu tô, se era no início, no meio, ou se eu tava no fim. E logo que me perco, me procuro, não encontro, desespero e fico ali tentando lembrar quem eu sou, o que eu quero. Percebo que fiquei perdida por muito tempo e tantas coisas deixei pelo caminho, armadilhas do ego, quero de volta, eu tô sozinho. Me busco mais um tempo, logo, recordo: sou minha melhor companhia. E por mais que a gente queira muitas coisas, o amor por mim era mesmo tudo que eu queria. E aí me encontro. Me dou um abraço, me expando pelo espaço, sou dona do mundo e por mais que navegue às vezes pelo raso, eu sempre vou ser profundo."



16 de jun. de 2016

Diário de transição - No/Low Poo

Estar em transição capilar é aprender algo novo todos os dias... Como lavar o cabelo, como finalizar, como tratar, como manter a hidratação, entre muitas outras coisas para quem, até então, só achava que lavar, condicionar, pranchar e raramente hidratar eram os cuidados necessários.

Uma dessas novidades são os benefícios para os cabelos da prática de No/Low Poo, técnicas divulgadas pela cabeleireira Lorraine Massey, fundadora da marca Deva Curl. Segue um resumão para esclarecer sobre o que é, como funciona, substancias proibidas e como iniciar.


Conhecendo a técnica


Para a maioria das pessoas, assim como para mim, a limpeza dos fios só é completa com um shampoo que faça bastante espuma. No entanto, aquela espuma que sai dos fios leva com ela muito mais que a sujeira do dia a dia: elas removem lipídios naturais do cabelo e do couro cabeludo, responsáveis não só pela sedosidade, como também pela proteção capilar.


Em inglês, low pode ser traduzido como “pouco”, no é "não" e poo é “shampoo”. Traduzindo, a prática do Low Poo refere-se a diminuição do uso de shampoo comum, substituindo por shampoos sem Sulfatos. Isso porque os sulfatos são substâncias utilizadas para realizar uma limpeza profunda dos fios e podem causar ressecamento e perda da oleosidade natural. Eles são os responsáveis pela grande quantidade de espuma dos shampoos e provocam aquela sensação de "cabelos limpos" onde os fios ficam com aspecto duro e seco, fazendo um barulhinho ao serem manuseados.

A técnica também defende a utilização de produtos que não contenham em sua fórmula Petrolatos (parafina líquida, óleo mineral, vaselina). Esses componentes podem formar uma capa que envolve os fios que, com o tempo, vão acumulando e deixando o cabelo pesado e com dificuldade para absorver outras substâncias necessárias aos fios, como ceramidas, queratina, hidratantes, entre outros. É mais ou menos como usar uma chapinha em um cabelo ressecado: ele tá liso, aparentemente tem brilho e parece saudável, mas por dentro não está saudável. 

Já os Parabenos não são proibidos para low poo, mas muitas pessoas têm evitado ou reduzido o uso em função da preocupação com a saúde. Eles são componentes conservantes que são utilizados na indústria cosmética para evitar a proliferação de microorganismos e garantir vida longa os produtos. Existe uma enorme discussão a respeito dos riscos ligados ao uso de parabenos e o tema é bastante polêmico. O principal motivo disso é a discussão sobre tais compostos químicos serem ou não causadores de câncer. Autoridades responsáveis por esta fiscalização afirmam que não existem provas que possam relacionar os compostos químicos parabenos com o desenvolvimento de câncer mas estudos apontam que eles interferem no sistema endócrino e o consumo de produtos que possuem estas substâncias pode causar alergias e o envelhecimento precoce da pele (leia mais).

O Silicone é um componente que atua formando uma barreira que impede a entrada e saída da hidratação. Logo, se o seu cabelo estiver hidratado, ele vai impedir que ele a perca facilmente – porém, o silicone pode se acumular nos fios, entupindo as cutículas e impedindo a entrada de qualquer hidratação. Com o tempo, qualquer tratamento que você fizer não vai surtir efeito. Entende-se que os silicones não beneficiam o cabelo de forma alguma, são apenas uma maquiagem. Existem dois tipos de silicone: os solúveis em água e os insolúveis, e é aí que está a diferença entre o No Poo e o Low Poo. O Low Poo permite o uso de alguns silicones (apenas os solúveis em água), desde que você utilize agentes limpantes corretos, liberados para a técnica.

Se você escolher aderir ao No Poo, não usará shampoo puro na lavagem, nem silicones insolúveis em água. Como assim? Nunca mais lavar a cabeça? Calma, não é bem assim... apenas buscar a conservação da leveza dos fios sem usar silicones que impregnam no fio, só os que saem com água, evitando o acúmulo ou sujeira excessiva. Vou explicar: Cocoamidopropyl betaine (também pode ser encontrado como Cocobetaine, Cocamidopropyl Betaine, Cocabetaine, cocoamphopropionate) está presente em alguns shampoos e é um "Anfótero Betaínico". Essa substância é um dos principais agentes limpantes do método No Poo pois ele retira apenas os silicones, sem fazer mal ao cabelo, uma vez que não retira os óleos naturais. Então, ao invés de shampoo, nas lavagens se utiliza um condicionador de composição leve com uma pequena proporção de shampoo ou do anfótero, para limpar e fazer espuma. O nome desse processo é co-wash, do inglês conditioner washing ou "lavagem condicionante", que limpa e hidrata ao mesmo tempo.


Como garantir a limpeza dos fios?


Os shampoos sem sulfato geralmente criam menos espuma mas, como já deu pra perceber até agora, espuma não é necessariamente um sinal de que o produto é bom para o seu cabelo.

Pra começar, é preciso um pouco de paciência para ler os rótulos dos produtos e não utilizar essas substâncias. Saiba que é muito provável que seu cabelo tenha petrolatos nos fios, então é necessário lavar uma última vez com shampoo de sulfato agressivo, por ser o único capaz de limpar esse composto "grudento". No início, se o aspecto do seu cabelo piorar significa que essa é a real condição em que ele estava mas o silicone disfarçava com aquele brilho impermeável. Não desista, seguindo o cronograma capilar (vou explicar mais pra frente) você facilmente vai resolver isso!

Se você decidiu seguir o Low Poo, não use shampoos e condicionadores que possuam Sodium Lauryl Sulfate (Lauril sulfato de sódio), Ammonium Laureth Sulfate (Lauil éter sulfato de amônio) e Sodium Laureth Sulfate (Lauril éter sulfato de sódio) na composição. 

Já no No Poo a grande estrela é o Co-Wash. Alguns produtos foram desenvolvidos especificamente para co-wash e possuem Cocoamidopropyl betaine na fórmula. O Co-Wash não pode ser feito com condicionador comum pois estes não são capazes de remover silicones insolúveis dos fios. É necessário que o produto não tenha petrolatos nem silicones na composição. É preciso massagear bem o couro cabeludo (em movimentos lineares, e não circulares, assim você evita que o cabelo embarace). O ideal é que o condicionador escolhido não seja muito consistente e que não possua nenhum óleo, já que o intuito é retirar a oleosidade do couro cabeludo e dos fios. O co-wash pode ser usado por quem faz tanto Low quanto No Poo. 

OBS.: Tudo que é liberado pra No Poo é liberado pra Low Poo. Mas não o contrário!

Existem produtos como o famosinho Yamasterol amarelo que servem como co-wash, condicionador, creme de pentear, etc. Eles são considerados cremes de fórmulas simples, o que permite que eles possam ficar no cabelo sem "ensebar" os fios. 

  1. Antes de começar qualquer uma das técnicas é muito importante que você use shampoo com sulfato ou shampoo anti resíduos para remover todos os petrolatos já acumulados no seu cabelo. Após a lavagem com shampoo, pode começar a técnica normalmente, usando APENAS produtos liberados. Em caso de uso de produtos proibidos (seja por acidente ou em salões de beleza, por exemplo), você precisa repetir o procedimento de lavagem com shampoo com sulfato para reiniciar a técnica.
  2. Recomendo que utilize todos os produtos que você já possui em casa antes de começar a técnica, mesmo os com sulfato. Desperdício nunca é legal. ;)
  3. Enquanto isso, comece lendo a composição dos produtos que você já tem em casa. Isso te ajudará muito a se familiarizar com os nomes e não ficar na dúvida na hora de comprar novos produtos. Aproveite também para participar de grupos de discussão no Facebook.
  4. Imprima ou salve no celular a Tabela de produtos liberados/proibidos para não se perder na hora das compras e lembre-se que a maioria dos vendedores não conhece a técnica, ou seja, não adianta perguntar... vá preparada.
  5. É IMPORTANTE fazer a lavagem dos cabelos pelo menos 1 vez por semana para evitar o acúmulo de resíduos nos fios. Na hora de lavar você pode usar: opção 1) shampoo sem sulfato + condicionador; opção 2) shampoo sem sulfato + condicionador com função co-wash; opção 3) apenas condicionador co-wash; opção 4) condicionador co-wash + outro condicionador para low poo
Seguindo essas dicas você já pode iniciar nas técnicas. Lembrando que não é restrita apenas a cabelos cacheados, as lisas também podem aderir caso queiram tratar dos cabelos da melhor maneira. Para facilitar sua vida é só buscar por "LISTA DE PRODUTOS LIBERADOS PARA NO/LOW POO" no Google que você encontra várias opções disponíveis em qualquer mercado ou farmácia. Espero ter esclarecido essas dúvidas básicas mas qualquer dúvida é só deixar um comentário! ;) 


Fontes: x x x

12 de jun. de 2016

Respira e não pira ⇢ o desafio de meditar por 10 dias seguidos

Uma das coisas que eu tenho hábito de fazer é "desafios mentais". Mesmo já tendo meditado por algum tempo, eu nunca separei um tempo para me dedicar à prática com regularidade, então, a coisa não seria tão simples. Quando resolvi iniciar o desafio, pensei "se Dalai Lama dedica quatro horas sagradas do seu dia para a meditação, porque eu não poderia dedicar apenas uma"? Mas a verdade é que é bem mais difícil do que parece: o dia a dia exige muito do nosso corpo e, principalmente, da nossa mente - trabalho, faculdade, trânsito, relacionamento – recebemos muita informação o tempo todo e é uma tarefa difícil desligar-se desse turbilhão de pensamentos.



Os efeitos da meditação sobre o corpo


Os benefícios da meditação já são conhecidos pelos orientais há milhares de anos. De um tempo para cá cientistas buscam comprovar se a meditação realmente traz benefícios ao ser humano (leia mais). Na prática, aumenta a atividade das áreas do cérebro ligadas à atenção e à concentração, coordenação motora e à memória. Também estimula a amígdala, que regula as emoções e, quando acionada, acelera o funcionamento do hipotálamo, responsável pela sensação de relaxamento. Hoje, os estudos sobre os benefícios da meditação estão concentrados em tratamentos para redução do stress, melhoria do sistema cardiovascular, insônia e distúrbios mentais, alívio da dor, reforço do sistema imunológico e melhoria na concentração.


“Durante a meditação, regiões do cérebro relacionadas à ansiedade e depressão são ativadas e, quanto mais forem estimuladas pela prática, mais baixos são os níveis dessas doenças”, explica o vídeo. Faz muito sentido, afinal, certas regiões do cérebro se tornam menos ativas durante o desempenho de tarefas e mais ativas quando as pessoas estão descansando. ;)

Mas, afinal, como é que se medita?


"Na sala vazia e silenciosa, dois monges zen, com seus mantos e cabeças raspadas, estão sentados no chão, lado a lado, pernas cruzadas. Depois de alguns instantes, o mais jovem lança um olhar surpreso e irônico para o mestre. Sereno, o velho monge comenta: “É só isso, mesmo. Não vai acontecer mais nada”. Não foi uma cena real, só uma charge publicada em uma revista americana famosa.

Quer dizer que meditar é só parar e não pensar em nada? É. Na meditação, a ideia é parar de pensar, por mais bizarro que isso pareça. Como dizem os especialistas, é um não-fazer. Parar de pensar significa ficar quase que exclusivamente no presente. Vou explicar: os pensamentos são criados basicamente das ideias e experiências que ouvimos, vivemos ou aprendemos no passado e os planos e apreensões que temos para o futuro. Portanto, meditar é se concentrar em cada vez menos coisas, se despindo dos sentidos e esvaziando a mente. Tudo isso sem perder o estado de alerta (sem dormir), ou seja, não é fácil, mas a receita exige basicamente concentração. Vale se concentrar em uma imagem (um ponto ou uma pedra energética, por exemplo), um som ou na repetição de uma palavra (um mantra) ou simplesmente na respiração. 


Meditação moderninha


Para esta tarefa, pedi uma ajudinha para a tecnologia e fui em busca de um aplicativo em português de meditação guiada. A maioria é em inglês mas depois de procurar bastante eu baixei o Zen (disponível para Android), que além da meditação guiada com a narração da Juliana Goes, o app oferece uma variedade de sons relaxar, reflexões diárias, calendário do seu humor e um cronograma de conquistas/medalhas a cada nova ação. A ideia é não usar a falta de tempo como uma desculpa e ver que é possível encontrar muitos intervalos de pelo dia.

Como saber se deu certo? 


A não ser que você medite plugado em um aparelho de eletroencefalograma para saber se suas ondas cerebrais se alteraram não tem nota ou avaliação. Sendo assim, a única e melhor medida para seu desempenho é você mesmo. No final do meu desafio de 10 dias eu volto para contar o resultado desta experiência.

9 de jun. de 2016

Nova tag: Diário de transição

Resolvi partilhar aqui no blog esse período tão delicado de transformação e mudanças. Espero, assim, conseguir passar "melhor" por essa fase, dividindo tudo o que aprendo diariamente e registrando todo esse processo de auto aceitação.


PATINHO FEIO


Voltando para a minha adolescência eu lembro que não achava nada legal ter cabelos cacheados. Primeiro de tudo: não achava bonito. Pra onde eu olhava via todas aquelas atrizes e modelos lindas, com seus cabelos brilhosos, esvoaçantes e... lisos! Segundo: eu me sentia excluída da galera por causa da aparência, isso incluía o cabelo. Parece bizarro mas eu cresci no condomínio vendo minhas amigas branquinhas com cabelo liso e achava aquilo o máximo. Eram bonitas, inteligentes, tinham vários meninos interessados... mas comigo não era bem assim. Ao me olhar no espelho eu não via aquela "beleza" e fazia vários questionamentos e julgamentos internos que me deixavam pra baixo, levando junto a minha auto estima. 

Já com meus 16/17 anos, com a chegada da escova progressiva "milagrosa", eu vi meus problemas com o cabelo acabarem. Imagina só poder ter aquele cabelo liso, com aspecto mais natural, a raiz bem baixinha, poder penteá-lo todos os dias sem ter que molhar, fazer uma franja... Naquele momento o cabelo alisado fez com que eu me sentisse mais bonita e, de fato, recebia vários elogios que eu nunca tinha recebido antes. Parece que finalmente eu tinha encontrado a minha verdadeira identidade ou beleza. 

Assim, foram 10 anos fazendo diversas escovas progressivas e alisamentos no meu cabelo e isso levou embora todos os cachos, fazendo com que meu cabelo ficasse completamente esticado. Fiquei escrava da chapinha durante todo esse tempo, mas nunca reclamei, me sentia muito mais bonita assim. Não me incomodava em ter que escová-lo e pranchá-lo sempre que eu lavasse meu cabelo porque eu pensava no resultado final e me sentia satisfeita. Claro, muitas e muitas vezes batia um cansaço, preguiça, dava trabalho (e muito) mas eu precisava daquilo. Meu cabelo natural já não era mais o mesmo e sair sem chapinha era garantia de um bad hair day daqueles, ou seja, novamente a auto estima lá no chão.

O INÍCIO


No ano de 2014 foi quando fiz minha primeira tentativa de iniciar a transição capilar. Incentivada por uma amiga muito querida que já havia passado pela transição, fiquei um período de 4 meses sem alisar o cabelo de maneira nenhuma (além da escova/chapinha), mas depois acabei desistindo. Hoje, depois de um corte químico causado por um produto para alisamento, eu completo novamente 4 meses em transição, mas dessa vez, mesmo com todas as dificuldades que tenho sentido, SEM CHANCES de desistir.

A verdade é que a transição capilar é um processo lento e pode ser doloroso para muitas pessoas, assim como foi e tem sido pra mim. Acontece que você vê sua imagem construída durante anos e anos de uma forma e acaba sendo muito difícil se sentir bonita de uma hora pra outra fazendo exatamente o contrário. 
É, eu fui parte dessa tal "ditadura do cabelo liso". Uns dizem que é mimimi, outros dizem que é modinha, mas não é só uma questão de estética, é identidade. Agora eu sinto que quando você assume seu cabelo natural está fazendo parte de uma revolução, mesmo que indiretamente. Você assume que você tem o seu cabelo, seu rosto, seu formato de corpo, sua cor da pele e é exatamente isso que te faz singular. Você deixa de lado também essa história (racista) de que cabelo bonito é cabelo liso. Eis aí uma parte do tal empoderamento que tanto temos ouvido falar ultimamente. 

Lendo em vários blogs, tenho percebido que durante a transição muitas mulheres se sentem feias e com a auto estima baixa (como eu me sinto agora) mas que, ao final desse processo, todas se lembram do quanto foi difícil chegar até onde chegaram e se sentem tão poderosas e felizes com sua aparência que nenhuma opinião contrária importa. Finalmente se sentem naturalmente belas como elas realmente são.

Bem, nota-se que o assunto rende pano pra manga então vou me despedindo por aqui. Nas próximas postagens eu continuo falando porquê eu resolvi recomeçar a transição e mostrando a minha evolução, além das técnicas que tenho aprendido e as minhas inspirações, meninas lindas e seus cabelos fantásticos que tem me dado forças pra continuar. :)

Imagens: Reprodução

18 de abr. de 2016

O dia em que eu entrei pro Clube dos 27

Os 27 anos são, no mínimo, míticos dentro do universo musical. O Clube dos 27 é um grupo de músicos influentes que morreram aos 27 anos de idade. Entre os nomes de talento inquestionável, estão: Brian Jones, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Cobain e Amy Winehouse. Você deve estar se perguntando porque eu estou falando a respeito de "morte" no dia em que eu completo mais um ano de "vida". Apesar da ciência concordar com o que eu digo (leia essa matéria), a real é que nesses meus 27 anos, se tem uma coisa que eu aprendi foi que morremos a cada dia e nascemos a cada dia. Vida-morte é um processo incessante de transformação. Estar preparada pra morte é estar preparada para a vida. 

Hoje, eu, mesmo não sendo uma musicista influente, decreto-me inclusa no Clube dos 27. Morrerei às 8:45 a.m. para nascer de novo. Findo nesta data e horário um pedaço de mim, que se transforma, na esperança de um novo tempo, mais feliz, menos apegada, mais ávida pelo conhecimento, novamente disposta a fluir na dança da vida, no seu ritmo e no seu movimento. 


E, por fim, gostaria de compartilhar com vocês um texto do Osho que diz o seguinte:

"Em sua vida, você tem experimentado muitas coisas; tem lido, escutado, pensado. Agora, todas essas conclusões estão aí. Diante de determinadas situações, você pode funcionar de duas maneiras. Pode funcionar por meio de todo o passado acumulado, de acordo com ele — é o que eu chamo de funcionar através de um centro, de conclusões, da experiência banal, morta —, e, não importa o que você faça, sua resposta nunca será de fato uma resposta, e sim uma reação. Ser reacionário é ser imaturo. Ou, se você funcionar agora, neste momento, por meio de sua consciência, de sua percepção, deixando de lado tudo que sabe – o que eu chamo de funcionar através do não-conhecimento —, estará funcionando por meio da inocência. Isso é maturidade. (…) Sócrates disse em sua terceira idade, “Agora sei que nada sei”. Isso é maturidade. No seu final ele disse, “Não sei nada”. A vida é tão vasta. Como pode essa pequena mente saber? No máximo, alguns lampejos são suficientes. Mesmo eles são demais. A existência é tão tremendamente vasta e infinita, sem início, sem fim… como pode essa pequena gota de consciência sabê-la? É suficiente quando alguns lampejos vem, algumas portas se abrem, alguns momentos acontecem quando você entra em contato com a existência. Mas esses momentos não podem ser transformados em conhecimento. Sua mente tende a fazer isso – então ela se torna mais e mais imatura. Então a primeira coisa em que você deveria ser capaz de aprender e sua capacidade de aprendizado nunca deveria ser oprimida pela conhecimento, nunca coberta por pó. O espelho do aprendizado deverá permanecer limpo e novo para que possa continuar refletindo. A mente pode funcionar de duas maneiras. Pode funcionar como uma câmera: uma vez exposta, finalizada – o filme imediatamente se torna conhecido e perde sua capacidade de aprender. Exposto uma vez e já sabe – agora é inútil; agora não é capaz de aprender mais. E então há um outro tipo de aprendizado – aprender como um espelho. Exponha o espelho por mil e uma vezes, não faz diferença – você pode chegar na frente do espelho, você está refletido; se você sair, o reflexo sai. O espelho nunca acumula. O filme na câmera imediatamente acumula – grava, segura, mas o espelho simplesmente reflete: você chega na frente, você está nele; você sai, você se foi. Esse é o caminho para se manter maduro." — Osho, em “A Música Mais Antiga do Universo"


Um salve para a impermanência. E um feliz aniversário para mim. :)

Imagens: Reprodução

28 de fev. de 2016

Diário de uma lagarta

Eu estava lidando muito bem com os meus dias até que de repente, algo azedou. Minha alegria foi minguando como a Lua, minha paciência foi junto. Quando me interroguei, percebi - isso acontece com muita frequência - o externo me abala mais do que eu gostaria. Assustei em perceber também que, muito do que eu acho que sou, não nasceu em mim. Eu tenho tentado me adequar me comprimindo ao máximo, mas sobra eu no meio emperrando as beiradas. Escorro pelos cantos. Não caibo em nada, nem em mim. Sou um monte de sobras. Vivo entre minhas possibilidades: no lugar onde eu corro atrás das coisas e elas fogem de mim. Cheguei em casa. Junto comigo, um calor pavoroso. Tirei cada peça de roupa como se fosse minha pele, estão todas pelo chão do banheiro. Sento na privada, numa paz infinita, penso - e se os problemas fossem assim, só me despir? Talvez sejam. Agora estou aqui, sentada no sofá fazendo meu planejamento financeiro. Não tenho dinheiro. As angústias pedem para me fazer companhia e os pensamentos servem o café. Ainda sim, estou serena. Como se contasse os segundos para esse momento passar. Porque eu sei que passa, e um dia eu vou lembrar desse momento apenas para que eu nunca me esqueça de onde eu saí.


13 de out. de 2015

O relacionamento certo existe?





Pergunta Como eu sei se estou no relacionamento certo ou se a pessoa é certa para mim? Ou se eu sou a pessoa certa para o outro? 

Sri Sri Escutem isso, você é a pessoa certa para o outro quando você consegue se ajustar. Relacionamento significa ajuste, ceder. Você dá o que pode para a outra pessoa e espera que elas retribuam. Se você está exigindo dos outros, o relacionamento não vai durar muito tempo. A exigência destrói o amor. A exigência e a culpa destroem os relacionamentos. Assim, você deve somente saber elogiar o outro e levantar uma situação em vez de acusar e encontrar defeitos. Eleve o outro, este deve ser o seu compromisso. Aí você é a pessoa adequada para qualquer um, e todos o amarão quando você não os fere intencionalmente. Este é o primeiro ponto. Número um. Em segundo, você está aberto às correções e mudanças, e tem a paciência de escutar as criticas. Três coisas, eu estou contando. Você tem a paciência para receber as criticas. Em quarto, você conhece o ponto de vista da outra pessoa, ou onde o sapato aperta, você sabe. Você deve ver a outra pessoa além de suas palavras e de suas ações. Você sabe, quando alguém está trabalhando por 8 a 10 horas, quando voltam para casa, estão muito cansadas. Se é um homem de negócios, quando as ações da Bolsa de Valores caem, ele fica chateado e vai pra casa encontrar apoio. Então você deve ver as circunstâncias, situações, como o esposo/a está e criar o espaço para que expressem seus sentimentos genuínos de frustração, raiva, ou o que quer que seja. Você sabe, há somente uma opção quando uma pessoa está irritada ou frustrada. O mundo inteiro espera que mantenham a frustração represada, ninguém quer compartilhar de sua frustração, mas quando vão para casa é com seu esposo/a. Explodem, expressam e mostram toda sua frustração. Nesse momento, o esposo/a deve estar lá como uma parteira – permita que o processo se complete. Quando alguém está com dor em trabalho de parto, se você diz, não de a luz, segure, segure, segure o bebê dentro.’ Que podem fazer? Quanto tempo podem mantê-lo dentro? Têm que explodir em algum lugar. Quando vêm com seu estresse, o parceiro deve permitir que o expressem. Diga, ‘Tudo bem, descarregue. Descarregue. Liberte-se de todos seus fatores estressantes, tudo bem, o que quer que você queira culpar, culpe. Você quer me bater ou bater em você mesmo, bata. Então, já sabe, mantenha esse tipo de espa’ço para que eles desestressem e descarreguem. O que você pode dizer é `Livre-se de tudo isso que você carregou o dia todo, todo o estresse da Bolsa de Valores ou qualquer outra coisa.’ Se uma pessoa comete um erro no trabalho ou uma injustiça lhe é feita, voltam e querem algum lugar para tirar a peso. Tirar o peso é a expressão correta, eu acho. Tire o peso de tudo isso, a pessoa deve manter esse espaço disponível para que o outro tire o peso de si. Compreenda por que estão chateados, por que estão infelizes – então seu relacionamento dará certo. Mas se você espera que não digam nada, sejam agradáveis com você as 24 horas do dia, 7 dias por semana e 365 dias por ano e só vê defeitos neles todo o tempo… Espetá-los com `você é inútil, você não tem jeito, você é isto ou aquilo…’ Coitada da senhora ou do cavalheiro! Que farão? Descobrem que não têm nenhum apoio. Ninguém está os ajudando a crescer, ajudando-os, elevando-os e então ficam deprimidos. Certo? Então primeiramente, nós veremos. Grande é a pessoa que tem a maior capacidade para absorver, acomodar, ajustar com qualquer um. Se você pode ajustar-se a qualquer um, muito maior você é, você sabe, e o grau pode ser menor, menor, menor. Se você sabe que sua aceitabilidade é somente 10 por cento, então você é completamente infeliz se está a zero por cento, não há nenhuma jeito de você crescer em sua vida. A sabedoria é ter esta paciência, vá de zero a cem por cento.

Fonte: x

19 de mai. de 2015

Você deseja - o Universo responde - você recebe

Certa vez, recebi de um ex-chefe um conselho que fez muita diferença. Ele disse que nos dias em que eu estivesse me sentindo triste ou desanimada só saísse de casa com a condição de usar a minha roupa mais colorida e com a pele bem maquiada. Inicialmente eu não entendi muito bem, mas depois de alguns anos percebo que faz todo sentido: você cria a sua própria realidade.

Nós somos os únicos responsáveis pelas coisas boas ou ruins que acontecem na nossa vida. Temos o hábito de terceirizar a culpa dos nossos fracassos ou tristezas. Isto pode ser a coisa mais difícil de se compreender, mas seja o que for que tenha acontecido, a culpa é sua! 

Quem de nós nunca ouviu falar na “Lei da Atração”? A maioria das pessoas que não entende o real significado constantemente usa o argumento de que “Você não pode mudar tudo sentado no sofá apenas com a força do pensamento”. Exatamente! Você nunca deixa de estar em movimento, apenas muda de mentalidade e dá continuidade à sua vida. Ao invés de ter pensamentos/emoções negativas e sentir-se mal, passa a ter pensamentos positivos e fluir boas energias, e as coisas boas virão em conseqüência das suas boas vibrações.

Não deixe que as suas emoções te controlem. Traga os seus pensamentos positivos para o mundo físico. O que você pode fazer para mudar a sua vida? Apenas cuide de si mesmo. Você só precisa se sentir bem: ouça suas músicas preferidas, coma a sobremesa antes do prato principal, brinque com seu animal de estimação, elogie seus colegas de trabalho, ou talvez, como meu ex-chefe me aconselhou, vista-se bem e esteja deslumbrante. Veja o lado bom de todas as coisas. Elevando seu estado de espírito você vai perceber sua mudança internamente e receberá os resultados exteriores.


Blusa:Blue_Steel/Calça:Farm/Gladiadora:Melissa/Cinto:Brechó

Foto: Marianna Botelho

10 de dez. de 2014

É tempo de mudanças


Este clima de virada do ano é a oportunidade perfeita para colocar aquele ditado em prática "ano novo, vida nova", e, porque não "cabelo novo"? :) 

Neste sábado resolvi mudar o visual e cortei as madeixas. Estava há algum tempo pensando em uma forma de mudar, talvez o corte do cabelo ou a cor, mas ainda não sabia como nem o quê. Fiz algumas pesquisas e fui até um profissional visagista que entende bem do assunto, e recebi todas as dicas e orientações necessárias. A cabeleireira me explicou tudo sobre o formato do meu rosto e como o corte iria influenciá-lo, e isso me deixou bastante segura na hora de escolher algo "ousado" ou não.


Entreguei o picumã nas mãos da Denise, responsável pela equipe do Ellos, e o resultado foi um corte incrível, super moderno e elogiado por todos! (risos)... Acho que o que prova que a mudança deu certo é exatamente isso, né? Receber vários elogios. E vamos combinar que uma subidinha no nosso ego não faz mal à ninguém!


Ellos Estética e Beleza

Av. Ayrton Senna, 2541 - Barra da Tijuca
(Dentro da Academia Rio Sport Center Barra)

25 de jun. de 2014

O amor e aquilo que esperamos que ele seja

Li um texto muito bacana no blog Casal Sem Vergonha e gostaria de compartilhá-lo com vocês. Confesso que não sou nem um pouco adepta desses textinhos prontos que encontramos na internet, afinal, o que eles dizem além daquilo que todos nós já estamos cansados de saber? A verdade é que, como naquela famosa frase, "na prática, a teoria é outra" e não adianta nenhum texto de autoajuda pra fazer com que você aprenda o que ainda não viveu. Bem, apesar da minha opinião, achei esse texto lindo, onde explica exatamente o que eu penso a respeito do amor:

Porque amor de verdade vai muito além de declarações desesperadas nas redes sociais

Quando alguém diz que busca um amor para chamar de seu confesso que fico me perguntando o que ela espera realmente do amor. Em tempos em que existe certo ceticismo generalizado sobre tudo (religião, grandes corporações, governo, gerações antigas, imprensa) parece que estamos sem grandes referências nas quais apoiar nossas crenças e convicções. O amor parece estar se tornando esse lugar de epifanias emocionais.
No amor as pessoas parecem buscar certo sentido de vida, como se a pessoa amada fosse, num passe de mágica, trazer o consolo e o sentimento de proteção que nos impeça de apreciar o frio na barriga  de não saber o próximo passo. Elas se encolhem nos braços da pessoa amada para afugentar tudo o que parece ambíguo, caótico e temeroso no fato de existir.
O amor vira sua religião individual e a pessoa amada seu deus onipotente, onisciente e onipresente. Mas como no campo religioso o fanatismo romântico da atualidade se tornou algo perigoso. Basta ver a quantidade de pessoas que se atira cegamente em relacionamentos confusos, perturbadores, precários e colocam a pessoa amada num status que nenhum ser humano deveria estar. Enquanto espécie nós somos perecíveis, falíveis e em grande medida desencontrados. Como esperar perfeição de pessoas incompletas e que também tateiam no escuro?
O resultado é uma enxurrada de começos e rompimentos relâmpagos de casais totalmente despreparados para viver uma vida de qualidade entre quatro paredes. Pessoas que mal se suportam sozinhas querendo viver desesperadamente um amor de cinema acabam se precipitando em promessas de amor eterno que duram até o primeiro desencontro de gostos pessoais. O que se espera do amor é demasiado, ele não é uma fórmula pronta em que basta misturar duas pessoas bem intencionadas para dar certo.
O amor tem algo de experimental como uma massa de modelar sempre em aberto a ser construído sem garantia de resultado. Nesse laboratório inexplicável o sabor vai se transformando ao longo do tempo na medida que novos ingredientes surgem, sempre com o risco de desandar. O amor também é uma ação e não apenas um sentimento de bem querer, o que quer dizer que precisa de logística, mão na massa, empenho, desgaste e algum sacrifício na agenda, no bolso e do sono.
Poucas pessoas realmente estão dispostas a abrir mão do seu conforto mimado para empreender uma empresa sem retorno garantido, ou seja, querem fazer saques emocionais altíssimos, sem risco de dor e oferecendo muito pouco em troca.
Do amor se espera coisas sobre-humanas e do que é deliciosamente humano busca-se pouco: a ternura de momentos anônimos, os ajustes e complementos do cotidiano, aquele agrado em forma de palavra, beijo ou silêncio. A vivacidade serena do amor é preterida em favor de grandes emoções que surgem às custas de brigas, idas e vindas e declarações desesperadas nas redes sociais.
Se é esse tipo de amor que as pessoas esperam, inevitavelmente irá fracassar, mas se é de brilho nos olhos e vulnerabilidade humana que falamos, então existe muito amor precioso pela frente à espera dos verdadeiros corajosos.

Link: aqui
© Trend S/A
Maira Gall